O aumento do preço da gasolina em diversos postos do Brasil voltou a gerar revolta entre os consumidores. Enquanto empresários do setor afirmam que a alta seria consequência da guerra no Oriente Médio, o deputado federal Otoni de Paula contesta essa justificativa e diz que essa explicação não corresponde à realidade.
Segundo o parlamentar, a Petrobras não aumentou o preço dos combustíveis nas refinarias, o que, segundo ele, demonstra que a alta praticada nos postos não teria relação direta com o cenário internacional.
Para Otoni de Paula, a origem do problema estaria em uma decisão tomada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando o então ministro da Economia Paulo Guedes conduziu a privatização da antiga BR Distribuidora.
De acordo com o deputado, quando a BR ainda era controlada pela Petrobras, ela ajudava a equilibrar os preços no mercado. Isso acontecia porque os postos ligados à rede funcionavam como referência e pressionavam outras distribuidoras a manter valores mais competitivos.
“O responsável por esse aumento não é a guerra. A Petrobras não aumentou o preço na refinaria. O grande erro foi quando venderam a BR Distribuidora”, afirmou o parlamentar.
O deputado também afirmou que, sem esse mecanismo de equilíbrio, o mercado teria ficado mais vulnerável a aumentos generalizados de preços nos postos de combustível.
“O que estamos vendo hoje é um verdadeiro cartel nos postos de gasolina”, declarou.
Para Otoni de Paula, a venda da empresa durante a gestão de Paulo Guedes teria enfraquecido a capacidade do Estado de equilibrar o mercado e proteger o consumidor.
👉 Resultado: segundo ele, quem acaba pagando a conta desse desequilíbrio é o povo brasileiro.
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