O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, defende o fim do modelo atual de declaração do IR (Imposto de Renda) com a sua substituição por um sistema em que o contribuinte apenas valide dados previamente reunidos pela Receita Federal.
A proposta está em análise no governo e se baseia no avanço da digitalização das informações fiscais e financeiras, que já permitem ao fisco acessar dados de rendimentos, despesas e movimentações. A intenção é reduzir a burocracia e simplificar o cumprimento da obrigação pelos contribuintes.
A mudança aprofundaria o modelo de declaração pré-preenchida envolvendo o uso intensivo de dados digitais para tacilitar o cumprimento das obrigações tributárias e reduzir erros, caminhando para a automatização do cálculo final do imposto, sem necessidade de preenchimento manual.
A declaração pré-preenchida, disponível para os contribuintes que têm conta gov.br nível prata ou ouro, é aquela em que o sistema automaticamente preenche campos da declaração tais como rendimentos, deduções, bens, direitos e dívidas. Além de agilizar o procedimento de preenchimento, essa opção reduz a possibilidade de erros de digitação, evitando que a declaração fique retida desnecessariamente.
Os dados dessa declaração são enviados por terceiros, como empregadores, prestadores de serviços de saúde, imobiliárias, cartórios e instituições financeiras, de modo que o contribuinte deve verificar se as informações estão corretas e, em caso de divergência, informar os valores efetivamente pagos ou recebidos.







